Um aneurisma de aorta é uma dilatação anormal e localizada na parede da aorta, que é a maior e principal artéria do corpo humano. A aorta é responsável por levar o sangue rico em oxigênio do coração para todo o resto do organismo.
Essa dilatação ocorre devido a um enfraquecimento da parede arterial. Imagine um pneu com uma “bolha” ou um balão que está sendo inflado demais: a parede fica mais fina e fraca nessa área, correndo o risco de estourar. O maior perigo de um aneurisma é justamente a sua ruptura, que causa uma hemorragia interna grave e é uma emergência médica com altíssimo risco de morte.
Tipos de acordo com a localização:
Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA): Ocorre na porção da aorta que passa pelo abdômen. É o tipo mais comum.
Aneurisma da Aorta Torácica (AAT): Ocorre na porção da aorta que passa pelo tórax.

O tratamento de um aneurisma de aorta depende de uma avaliação médica criteriosa, levando em conta o tamanho, a localização, a velocidade de crescimento da dilatação e a presença de sintomas. O principal objetivo de qualquer abordagem é evitar a ruptura, que é uma emergência médica gravíssima.
As estratégias terapêuticas podem ser divididas em três categorias principais:
Esta abordagem é indicada para aneurismas pequenos e assintomáticos, cujo risco de cirurgia é maior do que o risco de ruptura imediata. O limite de tamanho geralmente é de 5,0 cm a 5,5 cm para aneurismas abdominais, mas isso varia de acordo com o perfil do paciente (mulheres, por exemplo, podem ter indicação cirúrgica com diâmetros menores).
Exames Periódicos: O paciente realiza exames de imagem (como ultrassonografia ou tomografia computadorizada) a cada 6 ou 12 meses para monitorar o diâmetro do aneurisma.
Controle de Fatores de Risco: Esta é a parte mais crítica do tratamento clínico e visa desacelerar o crescimento da dilatação e proteger o sistema cardiovascular. Inclui:
Cessação do Tabagismo: O fumo é o fator que mais acelera o crescimento do aneurisma.
Controle Rigoroso da Pressão Arterial: Manter a pressão em níveis adequados reduz a tensão sobre a parede enfraquecida da aorta.
Controle de Colesterol e Diabetes: Ajuda a deter a progressão da aterosclerose, que enfraquece a parede arterial.
Estilo de Vida Saudável: Alimentação equilibrada e exercícios físicos leves, conforme orientação médica.
Atualmente, é a técnica mais utilizada para o tratamento de aneurismas, quando a anatomia do paciente permite a colocação da prótese.
Como é feita: O cirurgião faz pequenas punções ou incisões nas artérias da virilha (femorais). Através desses acessos, guiado por imagens de raio-X em tempo real, ele introduz cateteres contendo uma endoprótese (um tubo sintético revestido por uma estrutura metálica flexível). A endoprótese é liberada dentro da área do aneurisma, criando um novo canal para o sangue fluir. Dessa forma, a área dilatada e enfraquecida da aorta é “isolada” da pressão sanguínea, prevenindo a ruptura.
Vantagens: Recuperação muito mais rápida (geralmente 2 a 3 dias de internação), menos dor no pós-operatório, sem necessidade de grandes incisões abdominais ou torácicas e menor risco imediato de complicações perioperatórias.
Considerações: Exige acompanhamento com exames de imagem ao longo da vida para verificar se a prótese permanece bem posicionada e se não há vazamentos de sangue (chamados de endoleaks) para a área aneurismática isolada.
Esta é a técnica tradicional e de maior porte, indicada para aneurismas complexos, quando a anatomia não é favorável à técnica endovascular, ou para pacientes mais jovens e com baixo risco cirúrgico.
Como é feita: O cirurgião realiza uma grande incisão no abdômen (para aneurismas abdominais) ou no tórax (para aneurismas torácicos) para acessar diretamente a aorta. O fluxo sanguíneo é temporariamente interrompido (pinçamento), a parte dilatada da aorta é aberta e substituída por um enxerto sintético (um tubo de tecido sintético) que é costurado manualmente acima e abaixo da dilatação.
Vantagens: É considerada uma solução mais “definitiva” a longo prazo, com menor necessidade de reintervenções futuras.
Considerações: Por ser uma cirurgia de grande porte, envolve riscos perioperatórios maiores e exige um tempo de recuperação mais longo (média de 7 a 10 dias de internação e algumas semanas para retorno às atividades normais).
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